sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ilusão

Vá!
Explica-me lá!
O que é que faço como que sinto?
Conto a verdade ou minto?
Esse teu sorriso inocente, é luz
Os teus olhos meigos, a minha cruz
O que a boca não fala, o corpo diz
Só queria beijar-te, cicatriz a cicatriz
Se estou apaixonada? Não! Estou encantada
Encantada por uma ilusão por mim criada
Há tanta coisa que nos diz não
E apenas uma nos une: a minha ilusão
Na realidade, nem sabes desta atracção
Na verdade, nem existo no teu pensamento
A ser frontal, o que sinto nem é um sentimento
É apenas desejo, de te ter e sentir
Mas em breve tudo irá ruir
E ficarei mais leve e livre da minha ilusão,
Pois alguém, que não eu, tem o teu coração.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ruar

Meu bem, sem ti sei quem sou
Sou o carro sem destino
Sem rumo, não sei para onde vou
À deriva, não sei qual o caminho

Sinto-me pequena num mundo grande
Sinto-me invisível na imensa multidão
A solidão entrou em mim de rompante
E lentamente, deixou-me num estado de erosão

Este meu coração anda cansado
A alma, essa somente vagueia
Quiçá, eu me tenha perdido no passado
Talvez a felicidade me seja alheia

(...)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Rest in Prayers

Here I am in your bedroom
But you're not here anymore...


Time erase things and faces
From our uncontrolled mind
In my mind, one thing never fades
It's your such beautiful smile

Your blonde hair and blue eyes
Your kindness reflected your heart
I could tell, you had went through fights
We hardly knew things would fall apart

I just saw a regular boy
He doesn't know he resembles you
Suddenly I couldn't feel any joy
I just wanted him to be you

I didn't went to your last address
I hope you can understand
But amidst this giant mess
I just wish you could grab my hand.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Se este amor fosse...

Se este amor fosse um livro, seria um best-seller. A nossa história não seria somente um capítulo inacabado. E se retratado num filme, o nosso reencontro debaixo da chuva, num intenso silêncio. Em que caminhamos, encurtando a distância entre nós. Em que os nossos braços encontram nossos corpos, e antes de os lábios se unirem, já os nossos olhos se beijaram.
O mundo deixava de existir e seria apenas tu, eu e a chuva. Mas creio que o filme de romance é apenas ficção.
E se este amor fosse uma música, dançaríamos em sintonia ao ritmo do coração. O teu toque no meu corpo, tocarias as notas perfeitas. E os nossos corpos unidos criariam uma melodia ressonante. E mesmo no silêncio, o mundo ouviria o grito deste amor.
Mas mais que uma balada, este amor é um fado.

Sem parágrafos, sem guião, sem pautas, digo-te que ainda te quero, ainda sinto o teu beijo quando cerro os olhos, ainda fico nervosa com uma mensagem tua, fico sem jeito quando falamos, que ainda gosto de ti. Mas, infelizmente, somente eu carrego, ainda, os pedaços do nosso passado.Que encontres a tua história de amor, o teu romance e a tua melodia.Eu vou continuar ouvir a banda sonora do nosso romance, escrito por linhas tortas, desta vida que é tão real, que parece ficção.
Photo By: Gillian Rose

quinta-feira, 14 de julho de 2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

terça-feira, 12 de abril de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

What is love?


Is it a wall
Or a pit
Or a poked wound
That grows between lovers?
I’ve been reading too much poetry
Perhaps it’s much simpler
Then I think and I can’t see
Maybe there’s some feelings
Between lovers that I can’t feel
Maybe there’s a meaning
For lovers feel ill
Love is an Illness
It makes us go crazy
It makes us fear loneliness
It makes go dizzy.


This poem is a result of a academic work from the English Literature class, so the beginning "Is it a wall Or a pit Or a poked wound That grows between
lovers? I’ve been reading
too much poetry Perhaps it’s much
simpler" belongs to "WATER AND CHEMICALS" by DOROTHY PORTER. We had to write a poem using the first part of Dorothy Porter's poem.
Image Credit: https://philemonuleidolon.files.wordpress.com/2012/06/what_is_love-t2.jpg

quinta-feira, 17 de março de 2016

Sou


Sou peça desencaixada
Vento que sopra sem rumo
Chuva que cai gelada
Casa sem seu muro
Jardim sem flores
Estátua em abandono
(...)
Letra apagada no papel
Uma sombra perdida
Á noite sou lua nova
Uma carta vazia
Uma estrada sem guia
Um livro inacabado
Noite esperando o dia
Sou um ser apaixonado
Esperando pelo dia que será amado.


Telma Cabral

 
Nota: Decidi não colocar texto na íntegra, pois há quem copie os textos e use-os como se fossem da sua autoria.
Note: I have decided not to publish the entire text due to plagiarism issues...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

"Pedaços de Tempo"


Poder ilusionista

Que feitiço tens tu?
Não olho para lado nenhum
A não ser para ti
A mais rara beleza que vi

Não sei o que me deu
Desejar o que não pode ser meu
Mas não consigo controlar
Esta atração que teima em ecoar

Pensei que certas emoções teriam morrido
Mas quando respiras em mim, sinto um arrepio
E tudo volta à vida quando me olhas
Quando tu inocentemente me tocas

Isto vai acabar mal para mim
Sendo apenas uma amiga para ti
E estando eu a sentir-me assim
Esta história vai ter um amargo fim

Mas neste momento
Apenas te tenho no pensamento
Apenas penso no sabor dos teus lábios
E nos seus poderes mágicos.

Há...

Alguém que leve estes fantasmas
Que as marcas do passados desvaneçam
estes pensamentos, que no vento desapareçam

Há recordações que fazem ruído
Há partes de mim perdidas no vazio
Não há volta a dar, estou danificada
Perdi-me nos trocadilhos da vida...


Telma Cabral

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Sedução iludida

Não vês o padrão?
Ela brinca com o coração
E tu adoras ter um na mão
Ambos vivem de sedução

Ela diz que te quer
Tu dizes que a queres
Mas é um jogo de prazer
No fim solidão é tudo o que temes

Tu não a desejas
Tu desejas apenas a adrenalina
Quem quer que sejas
Vives numa carnal mentira

Tentei salvar-te da ilusão
Mostrei-te o verdadeiro sorriso
Quis amar-te, disseste que não
Perdemo-nos no teu labirinto.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mudam-se os tempos

Sabes? Amei-te mas já não te amo. Já te quis, mas já não quero. Já te desejei com todas as minhas forças, agora desejo-te...o melhor que a vida te der. Já sonhei contigo mas agora a realidade acordou-me. Já chorei por ti, contudo não consigo derramar nem uma lágrima mais. Outrora, invadiste os meus pensamentos, felizmente estás em retirada. Já tiveste poder em mim, chegou ao fim o teu reinado. Em tempos, teria percorrido o mundo para estar contigo, agora sabes onde me encontrar. Eu não quis que assim fosse, foste tu quem escolheu o fim. Um dia pensei que te tinha perdido, mas perdeste-me tu. Quando me encontrares, também eu me terei encontrado...sem ti.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O desencontro do encontro

"Nossa história foi um conto de fadas que acabou num conto de falhas, conto que esse sobre qual não falas e sobre o qual penso nas horas vagas!”


Queria que fosse simples apagar-te do coração. Queria que meu coração me ouvisse quando murmuro: “Esquece, acabou, segue, foi tudo ilusão”. Foi ilusão apenas o acreditar que duraria. Quis que tivesse durado mais uns meses, semanas, dias, horas, minutos, apenas mais uns segundos. Sim mais uns segundos. Assim teria segurado meu mundo mais uns segundos. Teria acreditado em nós mais uns segundos. Teria sorrido mais uns segundos. Teria-te mais uns segundos. Mas segundos foi o tempo que demorou a tudo desabar. Porque demora-se tanto a alcançar a felicidade e apenas segundos para a tristeza nos alcançar?
Lembraste quando me pediste para tratar o teu coração como se fosse o meu que estava na minha mão? Assim o fiz. Lembraste que te pedi o mesmo? Foi assim que trataram o teu coração? Então porque quando eu quis tratar dele como ninguém outrora fez, tu deixaste o meu cair? Quiseste causar em outrem o que causaram a ti? E como te sentiste? É que eu senti o meu coração a cair num poço de agulhas. Ainda hoje estou a tirar as últimas agulhas do tombo.
E sem saberes, tens uma parte dele contigo. Levaste contigo quando viraste costas e seguiste teu caminho. Eu tentei seguir-te, não para me devolveres o que levaste, mas para caminharmos lado a lado de novo. Pensei que caminhávamos na mesma direcção.
Estava errada. Tentei que nos encontrássemos a meio do caminho, mas vi que não virias.
Deixaste-me para trás. Nem olhaste para trás. Não olhaste para reconsiderar esperar por mim. Não olhaste nem para ver o estrago que causaste.
Sinto que fui o apeadeiro na tua viagem. O intervalo da tua vida. A nota no fundo da página do teu livro ou a página rasgada. A memória perdida, quiçá esquecida.
Morreram as borboletas, pararam os batimentos loucos do coração, a pele deixou de se arrepiar na troca de olhar. A alma que despiste, sente frio. As cicatrizes que beijaste, doem. As cores que em mim pintaste, são agora apenas de tom cinza. Meu amor viveu em ti. Agora é sem abrigo. Mas sabes, não me arrependo de nada. Doeu, dói mas se doeu foi porque foi bom enquanto durou. Fui feliz. Sorrí. Por momentos, meu mundo foi melhor. E por momentos tive a ilusão que te tinha. Naqueles momentos, tirei-te da monotonia e agitei a tua vida. No fundo acredito que signifiquei algo. Mesmo que tenha significado um erro. Não sei. Nunca saberei o que signifiquei. Sei apenas que quero acreditar nisso. Serve-me de conforto, quando tudo o que vivemos, despoletado por tanta coisa, vem à memória como se fosse um filme. Eu fecho os olhos para parar. Luto para parar. É em vão. E por vezes sorrio, outras choro. Confesso que choro mais. Um dia irei somente sorrir.
Um dia será somente uma história, um conto, a inspiração que tanta tinta escorreu.
Um dia serás o ponto final antes do inicio de outra história.









terça-feira, 10 de novembro de 2015

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Dei-te o poder de me magoar

Três anos. Tempo passou rápido. Há três anos atrás decidi dar tempo ao coração. Tempo para recuperar de tanta pancada. Tempo para olhar para cada cicatriz em si. Tempo para refletir.
Durante três anos, aprendi a estar sozinha, sem a companhia do amor. Aprendi a aproveitar o espaço vazio na cama. Aprendi que abraçar a almofada não é vergonha. Aprendi que no outono nem todas as folhas caem. Aprendi a dançar na chuva fria do inverno. A primavera mostrou-me a liberdade de caminhar sozinha e o verão...Bem o verão trouxe-me mais perto do mundo no qual posso ser feliz sozinha, Até que, ao fim de três anos, a vida achou que estaria na altura do coração sentir algo de novo, assim o destino colocou-te na minha vida, e nem dei por isso. Quis resistir. Tu quiseste resistir. Tentámos e falhámos. A química era explosiva. A cumplicidade única. A ligação era sobrenatural. Parecia que nos conhecíamos desde sempre.
Continuámos a resistir, até ficarmos isolados do mundo e olhámos um no outro e beijámo-nos. Nesse momento ficámos à nora com as sensações e sentimentos. Decidimos viver um dia de cada vez, sem promessas e sem sentimentos fortes. Que ingénuos. Cada momento juntos era diferente, mas igualmente único. Duas pessoas adultas, viravam crianças juntas. Ríamo-nos das coisas mais idiotas, falávamos de tudo e não tínhamos vergonha de chorar agarrados ao outro. Vi alguém forte de personalidade, a baixar as suas defesas comigo. Vi o coração cheio de bondade. Fui porto de abrigo. Fui caixinha de segredos, que guardarei até morrer. E sem dar por isso apaixonei-me. Apaixonei-me pela tua luz e pela tua escuridão. Vi em ti mais que um corpo, mais que uma aventura ou desafio, Vi em ti, um coração bom, alguém com quem podia ser eu mesma. Quando dei por mim, apaixonei-me. Disse-te. Ficaste sem reação. Disseste que não sabias se sentias o mesmo. Tudo seguiu igual.
Mas em tudo que fazias, em tudo que dizias, "Viraste minha vida do avesso e gosto", "Infinito" e forma como olhavas-me e tocavas, eu sabia que sentias o mesmo. Isso assustou-te.
Isso levou-te a afastares-te. Viraste costas a nós. Usaste frieza para me afastar. Magoaste-me para eu seguir noutro caminho, quando viste que só assim eu desistia.
Mas não antes de fazeres acreditar que não fui nem fomos um erro, que não te arrependias de nada, até te culpaste de me magoar. Depois foste viver a tua vida como se o nós nunca tivesse existido.  Hoje digo-te, a culpada sou eu, dei-te o poder para me magoares, a culpada por ter acreditado que te fazia feliz, por ter acreditado que era especial na tua vida, acreditado que podia ter-te para mim, culpada por ter teimado mesmo depois do fim. Mas hoje posso dizer que me libertei das amarras que me prendiam a ti, que se fui feliz sozinha, antes de ti, também o voltarei a ser depois de ti.
Hoje sei que não fomos um erro, mas se para ti foi tudo enterrado, então eu jogo tudo ao fundo do mar, para que a pureza de meu sentimento e as memórias guardadas numa caixinha se mantenham sempre. No coração estarás sempre presente como uma das mais belas cicatrizes. Começámos como se nos conhecêssemos desde sempre, partilhámos histórias e segredos e hoje falamos como se fossemos meros conhecidos, cada vez mais distantes. Mas não posso lutar por lugar na tua vida e permanecer como tua melhor amiga, se não me quiseres assim.  Assim volto à realidade. Volto à estrada que tomei há três anos atrás. Viajo com mais bagagem. Viajo sem destino conhecido. Mas prossigo viagem. Viajo sem saber se algum dia chegarei ao destino desconhecido. Mas sigo viagem. Esta é a minha maneira de iniciar a viagem, escrevendo.Talvez nos vejamos por aí, talvez como uma vez me disseste "When it's time for souls to meet, there's nothing on earth that can prevent them from meeting, no matter where each may be located on planet Earth.". 












segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Muda

Tudo muda a minha volta
O tempo não perdoa
So avança nunca recua
E a dor nao atenua
A vida é feita de mudanças
E tenho de me adaptar
As desilusões são lanças
E cada uma vem ensinar
As lágrimas derramadas
As mágoas infligidas
São todas guardadas
São todas sentidas
Mas tudo é uma lição
Tudo esfria o coração
E a dura solidao
Leva-me para a escuridão
Já não sei onde pertenço
Já não sei onde faço falta
Neste labirinto imenso
Só a saudade me ataca
Engulo a vontade de chorar
Ponho a máscara de ferro
Mostro que sei ignorar
E que não sou um erro